domingo, 11 de setembro de 2011

MUSEU DE ASTRONOMIA (MAST)





Situado no belo, imperial e combalido bairro de São Cristóvão, em um imponente edifício, o Museu de Astronomia e Ciências Afins, MAST para os íntimos, é uma ótima opção para quem vive vendo - ou querendo ver - estrelas. Financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, encontra-se em excelente estado de conservação. Dá vontade de fazer pique-nique em seus gramados e passar um dia inteirinho em suas dependências de tão gostoso que é o espaço.

Com estacionamento (gratuito e concorrido) na porta, o visitante entra em suas dependências por meio de um elevador e, a partir daí, penetra em um mundo novo, fantástico, começando com o Sistema Solar em escala bem no meio do jardim. Depois dessa primeira e agradável vista, o museu em si, as exposições itinerantes, o espaço físico total e - principalmente - as cúpulas com seus respectivos telescópios para observação do espaço, principalmente à noite, E QUE FUNCIONAM, são convites que a Ciência nos faz e se tornam irrecusáveis à medida em que descobrimos esses admiráveis mundos novos aos nossos olhos.

Como se isso já não bastasse, É TUDO GRATUITO!

http://www.mast.br

Inté

terça-feira, 22 de junho de 2010

Assassinaram o Camarão (e a Nigéria e a África do Sul e a Argélia e a Costa do Marfim...)

E começou a tão esperada Copa do Mundo da África do Sul! Com poucas surpresas e muitas decepções até agora, a maior competição futebolística que o mundo conhece segue o seu rumo, com imagens maravilhosas, reportagens reveladoras do continente, do belo e sofrido país (com seus povos e suas 11 línguas - ou mais)!!! O continente africano é lindo e cheio de surpresas, com sua fauna rica e diversa, que mexe com o nosso imaginário (Tarzan conversava com todos eles, lembram-se?), com suas gentes e suas culturas de cima e de baixo do Saara.

Futebol à parte, para conhecer a África do Sul hoje necessita-se de muito mais dinheiro, por causa da competição. O único problema para quem elevou os seus preços é a baixa frequência turística, bem aquém do que esperavam. Bem feito. Isso serve de lição a nós, brasileiros, para não perdermos essa grande oportunidade de nos vendermos como destino turístico ao mundo inteiro. Lição ao Brasil em 2014, e especialmente ao Rio em 2016.

Resta-me torcer para a seleção canarinho e, na falta desta nas finais, para nuestros hermanos sudamericanos, especialmente àqueles liderados por Lionel Messi. Inté

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Copa Bacana (apesar de tudo!)



Sábado passado, passeando pela orla de Copacabana, ainda com todos os problemas decorrentes do caos da última semana, foi possível ver um lindo espetáculo da Natureza. As enormes ondas combinavam perfeitamente com todo o cenário. E as fotos tiradas confirmam perfeitamente o que vi e senti.

A Princesinha do Mar, com ressaca dos desmandos de nossas "otoridades" e falta de educação de parte da nossa população, ofereceu momentos líricos de pujança e beleza a quem a contemplava. Copacabana continua linda. Inté.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Buenos Aires, 40 graus (ou quase)...

Verão, calor sufocante no Rio. Janeiro fervendo na cidade maravilhosa e decidimos passar nossas férias em... Buenos Aires! Para espanto de muitos, lá fomos nós intrepidamente, de mala e cuia, minhas esposa, filha e eu novamente para a capital argentina. Sabíamos que não estaria frio, por isso nem levamos casacos e quetais. Queríamos ver se o verão lá era tão quente assim como ouvimos dizer. Era. E até mais. Com temperaturas quase batendo os quarenta, conhecemos outra cidade! Alegre, insinuante, movimentada até tarde da noite, gente bonita nas ruas. Sinceramente, só faltava a praia - na verdade eles têm um mar chamado Rio da Prata, uma imensidão de água entre Bs. As. e Montevidéo.

Cidade aconchegantemente elétrica, nos permite explorá-la das mais variadas e inusitadas formas. Como já a conhecíamos, revisitamos museus, Caminito e arredores, rua Florida e etc., e partimos para desbravar novos lugares. Caminhamos por suas avenidas grandes, largas e lindas, como a Santa Fé, Corrientes e Córdoba, exploramos seus cafés e casas de waffles - sempre elegantes, tomamos longos e saborosos sorvetes na Volta e na Freddo - duas excelências no assunto cremoso... mas fizemos muito mais!

A começar pelos Bosques de Palermo, uma imensa área verde situada no bairro de mesmo nome (o maior da capital), que compreende parques como o 3 de Fevereiro e seu rosedal, o planetário, o Jardim Japonês... uma beleza de lugar! Indo no sentido da Recoleta, caminho delicioso de ser percorrido a pé, em minutos chegamos ao parque das Nações Unidas, onde fica a Floralis generica, a flor metálica que se abre ao alvorecer e se fecha ao anoitecer - um espetáculo à parte.

Outro passeio que superou nossas expectativas foi a ida ao Bioparque Temaikèn, cerca de uma hora de ônibus semi-leito, partindo da praça Itália, ao lado do zôo de Palermo. Surpreendente santuário de animais onde podemos vê-los senão livres, pelo menos livres das jaulas tradicionais. O viveiro de aves nos deixa literalmente dentro da selva. Seu aquário também é sensacional. O parque vale cada centavo e minuto investido. Sem falar na comida, que é de primeira - comemos massas - com preços bem atraentes. E por falar em aves, parodiando um antigo anúncio da eletrônica R. Pinto, dos tempos em que eu ouvia a rádio-relógio para não me atrasar para a escola: o Bioparque tem um serviço de galo com preços de milho-picado!

Nova grata surpresa, agora pertinho do Centro portenho - 10 minutos de ônibus - é o parque Tierra Santa. À medida em que vai anoitecendo - funciona nos fins de semana de 17h à meia-noite, tudo começa a fazer muito sentido, porque ele representa a Jerusalém de 2 mil anos atrás. Até a roupa dos funcionários é referente àquela época. Fantástico! E não precisa ser religioso para se encantar com o lugar. Se for, não se sai de lá sem ao menos ficar com os olhos marejados de emoção. Da criação do mundo à ressurreição de Jesus, vários shows são encenados ao longo do tempo em que fica aberto. E tem um show de dança árabe que é uma verdadeira loucura de lindo e bem feito! É realmente emocionante! Minha filha, que tem dois anos, adorou os três passeios! A ponto de não querer ir embora de nenhum deles. Nós também.

Da próxima vez que voltarmos, certamente faremos tudo de novo e encontraremos tempo para conhecer mais delícias da cidade que também abriga um rio-mar. E, se por algum motivo, não conseguirmos tomar um sorvetinho nas tradiconais tiendas de helados não nos preocuparemos, acharemos una tienda do Burger King e nos acabaremos saboreando uma casquinha de seu sorvete de doce de leite. Inté.


Bosques de Palermo






Temaikèn






Tierra Santa


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ILHA GRANDE






Situada na baía que recebe o seu nome, a segunda maior ilha da Costa Verde em extensão territorial (seus 193 quilômetros quadrados perdem apenas para a paulista Ilha Bela) continua linda! A exuberância da Mata Atlântica é notada em quase toda a sua superfície. Suas águas, ora verdes, ora azuis, dão o tom da riqueza natural daquele pedaço de Rio de Janeiro e de Brasil. Passear por ela e pelas outras ilhas de Angra dos Reis em barco é um desses prazeres que toda pessoa deve ter na vida, pelo menos uma vez.

Angra (pequena baía) dos Reis (foi avistada pela primeira vez no dia 06 de janeiro) já foi um lugar de escoamento, junto com Paraty e Mangaratiba (Itaguaí e Rio das Flores completam os municípios pertencentes àquela região), de riquezas brasileiras (ouro e café) para a então Corte (cidade do Rio de Janeiro). Hoje, conta com duas usinas nucleares em atividade e uma vocação singular para o turismo. As embarcações que trafegam por suas águas são tantas que de vez em quando duas ou mais entram em rota de colisão (para o espanto de gente como eu, acostumada aos veículos terrestres).

Enquanto nadamos rodeados por peixes e outros seres marinhos nos transportamos a séculos atrás e nos vemos ladeados por piratas sangrentos, corsários, ricos naufrágios, tesouros... o Caribe brasileiro continua em alta. O tempo parece passar lentamente...

De repente, a fome aperta e paramos para comer em um dos muitos restaurantes, que servem comidas típicas e deliciosamente simples em suas ilhas. Tempo para nos refazermos enquanto a tarde não vem. Mais mergulhos, mais contemplação e, enquanto a tarde cai, o barco vai deslizando sobre o tapete azul-esmeralda, como que brincando com suas ondinhas miúdas e preguiçosas. Desembarcamos, deixamos o cais, voltamos para as nossas casas felizes, com a certeza de que o Paraíso pode ser ali.

Não deixe de visitar a Ilha Grande. Vá de carro, de ônibus, de carona, mas vá. São 150 km partindo do Rio mas, a partir de Mangaratiba, podemos ver, graças às curvas da Estrada de Santos (BR-101), cenários deslumbrantes das belezas da Costra Verde fluminense, pedaço de Rio e Brasil que nos deixa sem palavras, ou, melhor dizendo e sem ufanismo, que o Caribe é a Costa Verde centro-americana. Próxima parada: Arraial do Cabo, em outra Costa, a do Sol. Inté.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parque (Henrique) Lage








Situado ao lado do Morro do Corcovado, o Parque Henrique Lage tem muita história para contar. Desde cerca de 1810, quando suas terras foram adquiridas por Rodrigo de Freitas (aquele da Lagoa, que dizem ter sido o primeiro autor do famoso golpe do baú em Pindorama, ao casar-se com uma velha herdeira milionária de, pasmem, 30 anos) e viraram o Engenho de Açúcar Del Rei, passando por sua remodelação à inglesa em 1840, teve enfim seu primeiro dono da família Lage (Antônio Martins) em 1859. Foi vendido em 1913 e recomprado por seu neto, Henrique, sete anos depois. A partir do ano da recompra, a propriedade sofreu outra remolelação, agora à italiana, por influência de sua esposa, Gabriela Bezanzoni, cantora lírica do país da bota. Por dívidas com o Banco do Brasil nos anos 60, Henrique foi obrigado a se desfazer de, entre outras coisas, sua joia. O lugar foi desapropriado anos depois e tornado parque público. Hoje, no palacete, funciona a Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage.

Há muito que ver em seus 52 ha de verde. Além do palacete, em estilo eclético, com sua piscina ao centro e vista espetacular do Cristo Redentor, podemos admirar o lago dos patos, o recanto dos namorados, jardins, árvores centenárias, um aquário em argamassa contendo, entre outros peixes, pequenos tubarões, uma gruta, gramados, caminhos em alamedas, muitos banquinhos, quiosque, estátua de Tom Jobim, lugares para pique-niques e uma trilha que leva até o monumento do Cristo. A trilha é de média a alta dificuldade. Leva-se cerca de 2 horas e meia para chegar aos trilhos, mais meia hora e chega-se ao destino. Ufa, ufa!

Hoje o parque é um dos quatro setores do Parque Nacional da Tijuca. Não está tão cuidado como o vizinho Jardim Botânico, longe disso, mas é flagrante as melhorias feitas nele, principalmente por conta da EAV. Em 2002 foi reformado e reinaugurado pela Fundação Parques e Jardins, mas precisa de mais manutenção, principalmente quanto à retirada de folhas e galhos. Nada demais, só um pouquinho de boa vontade de quem administra já ajuda bastante.

Fica no 414 da Rua Jardim Botânico. Tem estacionamento gratuito e seu funcionamento é das 7h às 17h. Não deixe de visitá-lo, pois é gratuito, arquitetonicamente lindo, excelente para fotografar, namorar, descansar, caminhar, explorar, fofocar, enfim, aproveitar o tempo com quem se quer bem. Inté.

domingo, 13 de setembro de 2009

Jardim Botânico






Dos antigos Jardim de Aclimação e Horto Real, passando por uma fábrica de pólvora, eis que surge o nosso querido Jardim Botânico do Rio de Janeiro! Situado ao lado do Morro do Corcovado (Rua Jardim Botânico, 1008, no bairro de mesmo nome), em uma área de remanescentes da Mata Atlântica, com 137 ha de área total e 54 ha cultivados, é um parque facílimo de chegar.

Fundado a 13 de junho de 1808 como o Jardim de Aclimação de espécimes vegetais vindas das Ilhas Maurício, teve seu nome modificado para Real Horto a 11 de outubro. Tornou-se finalmente o Jardim Botânico em 1890. Conta atualmente com mais de 3,2 mil espécies e mais de 9.000 espécimes vegetais, originários de várias partes do mundo.

A parte visitável está criteriosa, até matematicamente, dividida em pequenos recantos, que trazem o mundo inteiro para a Cidade Maravilhosa. São aléias, lagos, jardins, estufas, chafariz (trazido da Lapa em 1905), museu, memorial entre outras maravilhas, que nos deixam de queixos caídos durante todo o passeio. Sem falar na sua fauna que vive e visita o lugar. São tucanos, papagaios, canários-da-terra, tico-ticos, jacus, tartarugas e outros bichos, que embelezam ainda mais esse oásis na Zona Sul. Há várias bicas oferecendo água, se não quiser pagar por ela nas duas lanchonetes (uma na entrada e outra no antigo paiol, atual parquinho). Há também um serviço de trenzinho elétrico (7 lugares) que faz a trilha histórica gratuitamente. Para andar nele, deve cadastrar-se no Centro de Visitantes. E aproveite para pegar os folhetos sobre o parque, incluindo o mapa, claro.

Possui estacionamentos para carros, motos e bicicletas. A entrada custa R$ 5,00, mas possui gratuidades para muitos casos. Faça uma pré-visita através do sítio www.jbrj.gov.br e se aqueça para a visita física. Se der aquela vontadezinha não se estresse, o parque possui 6 banheiros. Se o estacionamento estiver lotado, não se estresse, o Jockey Club (em frente) oferece esse serviço aos fins de semana. Se gostar de cavalinhos, melhor ainda, fique para os páreos do dia.

Quase ao lado, no número 414 da mesma rua, está o Parque Lage, ligado ao Parque Nacional da Tijuca. Excelente pedida para uma visitação. Mas isso já é uma outra história. Inté.