terça-feira, 22 de junho de 2010

Assassinaram o Camarão (e a Nigéria e a África do Sul e a Argélia e a Costa do Marfim...)

E começou a tão esperada Copa do Mundo da África do Sul! Com poucas surpresas e muitas decepções até agora, a maior competição futebolística que o mundo conhece segue o seu rumo, com imagens maravilhosas, reportagens reveladoras do continente, do belo e sofrido país (com seus povos e suas 11 línguas - ou mais)!!! O continente africano é lindo e cheio de surpresas, com sua fauna rica e diversa, que mexe com o nosso imaginário (Tarzan conversava com todos eles, lembram-se?), com suas gentes e suas culturas de cima e de baixo do Saara.

Futebol à parte, para conhecer a África do Sul hoje necessita-se de muito mais dinheiro, por causa da competição. O único problema para quem elevou os seus preços é a baixa frequência turística, bem aquém do que esperavam. Bem feito. Isso serve de lição a nós, brasileiros, para não perdermos essa grande oportunidade de nos vendermos como destino turístico ao mundo inteiro. Lição ao Brasil em 2014, e especialmente ao Rio em 2016.

Resta-me torcer para a seleção canarinho e, na falta desta nas finais, para nuestros hermanos sudamericanos, especialmente àqueles liderados por Lionel Messi. Inté

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Copa Bacana (apesar de tudo!)



Sábado passado, passeando pela orla de Copacabana, ainda com todos os problemas decorrentes do caos da última semana, foi possível ver um lindo espetáculo da Natureza. As enormes ondas combinavam perfeitamente com todo o cenário. E as fotos tiradas confirmam perfeitamente o que vi e senti.

A Princesinha do Mar, com ressaca dos desmandos de nossas "otoridades" e falta de educação de parte da nossa população, ofereceu momentos líricos de pujança e beleza a quem a contemplava. Copacabana continua linda. Inté.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Buenos Aires, 40 graus (ou quase)...

Verão, calor sufocante no Rio. Janeiro fervendo na cidade maravilhosa e decidimos passar nossas férias em... Buenos Aires! Para espanto de muitos, lá fomos nós intrepidamente, de mala e cuia, minhas esposa, filha e eu novamente para a capital argentina. Sabíamos que não estaria frio, por isso nem levamos casacos e quetais. Queríamos ver se o verão lá era tão quente assim como ouvimos dizer. Era. E até mais. Com temperaturas quase batendo os quarenta, conhecemos outra cidade! Alegre, insinuante, movimentada até tarde da noite, gente bonita nas ruas. Sinceramente, só faltava a praia - na verdade eles têm um mar chamado Rio da Prata, uma imensidão de água entre Bs. As. e Montevidéo.

Cidade aconchegantemente elétrica, nos permite explorá-la das mais variadas e inusitadas formas. Como já a conhecíamos, revisitamos museus, Caminito e arredores, rua Florida e etc., e partimos para desbravar novos lugares. Caminhamos por suas avenidas grandes, largas e lindas, como a Santa Fé, Corrientes e Córdoba, exploramos seus cafés e casas de waffles - sempre elegantes, tomamos longos e saborosos sorvetes na Volta e na Freddo - duas excelências no assunto cremoso... mas fizemos muito mais!

A começar pelos Bosques de Palermo, uma imensa área verde situada no bairro de mesmo nome (o maior da capital), que compreende parques como o 3 de Fevereiro e seu rosedal, o planetário, o Jardim Japonês... uma beleza de lugar! Indo no sentido da Recoleta, caminho delicioso de ser percorrido a pé, em minutos chegamos ao parque das Nações Unidas, onde fica a Floralis generica, a flor metálica que se abre ao alvorecer e se fecha ao anoitecer - um espetáculo à parte.

Outro passeio que superou nossas expectativas foi a ida ao Bioparque Temaikèn, cerca de uma hora de ônibus semi-leito, partindo da praça Itália, ao lado do zôo de Palermo. Surpreendente santuário de animais onde podemos vê-los senão livres, pelo menos livres das jaulas tradicionais. O viveiro de aves nos deixa literalmente dentro da selva. Seu aquário também é sensacional. O parque vale cada centavo e minuto investido. Sem falar na comida, que é de primeira - comemos massas - com preços bem atraentes. E por falar em aves, parodiando um antigo anúncio da eletrônica R. Pinto, dos tempos em que eu ouvia a rádio-relógio para não me atrasar para a escola: o Bioparque tem um serviço de galo com preços de milho-picado!

Nova grata surpresa, agora pertinho do Centro portenho - 10 minutos de ônibus - é o parque Tierra Santa. À medida em que vai anoitecendo - funciona nos fins de semana de 17h à meia-noite, tudo começa a fazer muito sentido, porque ele representa a Jerusalém de 2 mil anos atrás. Até a roupa dos funcionários é referente àquela época. Fantástico! E não precisa ser religioso para se encantar com o lugar. Se for, não se sai de lá sem ao menos ficar com os olhos marejados de emoção. Da criação do mundo à ressurreição de Jesus, vários shows são encenados ao longo do tempo em que fica aberto. E tem um show de dança árabe que é uma verdadeira loucura de lindo e bem feito! É realmente emocionante! Minha filha, que tem dois anos, adorou os três passeios! A ponto de não querer ir embora de nenhum deles. Nós também.

Da próxima vez que voltarmos, certamente faremos tudo de novo e encontraremos tempo para conhecer mais delícias da cidade que também abriga um rio-mar. E, se por algum motivo, não conseguirmos tomar um sorvetinho nas tradiconais tiendas de helados não nos preocuparemos, acharemos una tienda do Burger King e nos acabaremos saboreando uma casquinha de seu sorvete de doce de leite. Inté.


Bosques de Palermo






Temaikèn






Tierra Santa