quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Buenos Aires, 40 graus (ou quase)...

Verão, calor sufocante no Rio. Janeiro fervendo na cidade maravilhosa e decidimos passar nossas férias em... Buenos Aires! Para espanto de muitos, lá fomos nós intrepidamente, de mala e cuia, minhas esposa, filha e eu novamente para a capital argentina. Sabíamos que não estaria frio, por isso nem levamos casacos e quetais. Queríamos ver se o verão lá era tão quente assim como ouvimos dizer. Era. E até mais. Com temperaturas quase batendo os quarenta, conhecemos outra cidade! Alegre, insinuante, movimentada até tarde da noite, gente bonita nas ruas. Sinceramente, só faltava a praia - na verdade eles têm um mar chamado Rio da Prata, uma imensidão de água entre Bs. As. e Montevidéo.

Cidade aconchegantemente elétrica, nos permite explorá-la das mais variadas e inusitadas formas. Como já a conhecíamos, revisitamos museus, Caminito e arredores, rua Florida e etc., e partimos para desbravar novos lugares. Caminhamos por suas avenidas grandes, largas e lindas, como a Santa Fé, Corrientes e Córdoba, exploramos seus cafés e casas de waffles - sempre elegantes, tomamos longos e saborosos sorvetes na Volta e na Freddo - duas excelências no assunto cremoso... mas fizemos muito mais!

A começar pelos Bosques de Palermo, uma imensa área verde situada no bairro de mesmo nome (o maior da capital), que compreende parques como o 3 de Fevereiro e seu rosedal, o planetário, o Jardim Japonês... uma beleza de lugar! Indo no sentido da Recoleta, caminho delicioso de ser percorrido a pé, em minutos chegamos ao parque das Nações Unidas, onde fica a Floralis generica, a flor metálica que se abre ao alvorecer e se fecha ao anoitecer - um espetáculo à parte.

Outro passeio que superou nossas expectativas foi a ida ao Bioparque Temaikèn, cerca de uma hora de ônibus semi-leito, partindo da praça Itália, ao lado do zôo de Palermo. Surpreendente santuário de animais onde podemos vê-los senão livres, pelo menos livres das jaulas tradicionais. O viveiro de aves nos deixa literalmente dentro da selva. Seu aquário também é sensacional. O parque vale cada centavo e minuto investido. Sem falar na comida, que é de primeira - comemos massas - com preços bem atraentes. E por falar em aves, parodiando um antigo anúncio da eletrônica R. Pinto, dos tempos em que eu ouvia a rádio-relógio para não me atrasar para a escola: o Bioparque tem um serviço de galo com preços de milho-picado!

Nova grata surpresa, agora pertinho do Centro portenho - 10 minutos de ônibus - é o parque Tierra Santa. À medida em que vai anoitecendo - funciona nos fins de semana de 17h à meia-noite, tudo começa a fazer muito sentido, porque ele representa a Jerusalém de 2 mil anos atrás. Até a roupa dos funcionários é referente àquela época. Fantástico! E não precisa ser religioso para se encantar com o lugar. Se for, não se sai de lá sem ao menos ficar com os olhos marejados de emoção. Da criação do mundo à ressurreição de Jesus, vários shows são encenados ao longo do tempo em que fica aberto. E tem um show de dança árabe que é uma verdadeira loucura de lindo e bem feito! É realmente emocionante! Minha filha, que tem dois anos, adorou os três passeios! A ponto de não querer ir embora de nenhum deles. Nós também.

Da próxima vez que voltarmos, certamente faremos tudo de novo e encontraremos tempo para conhecer mais delícias da cidade que também abriga um rio-mar. E, se por algum motivo, não conseguirmos tomar um sorvetinho nas tradiconais tiendas de helados não nos preocuparemos, acharemos una tienda do Burger King e nos acabaremos saboreando uma casquinha de seu sorvete de doce de leite. Inté.


Bosques de Palermo






Temaikèn






Tierra Santa