segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parque (Henrique) Lage








Situado ao lado do Morro do Corcovado, o Parque Henrique Lage tem muita história para contar. Desde cerca de 1810, quando suas terras foram adquiridas por Rodrigo de Freitas (aquele da Lagoa, que dizem ter sido o primeiro autor do famoso golpe do baú em Pindorama, ao casar-se com uma velha herdeira milionária de, pasmem, 30 anos) e viraram o Engenho de Açúcar Del Rei, passando por sua remodelação à inglesa em 1840, teve enfim seu primeiro dono da família Lage (Antônio Martins) em 1859. Foi vendido em 1913 e recomprado por seu neto, Henrique, sete anos depois. A partir do ano da recompra, a propriedade sofreu outra remolelação, agora à italiana, por influência de sua esposa, Gabriela Bezanzoni, cantora lírica do país da bota. Por dívidas com o Banco do Brasil nos anos 60, Henrique foi obrigado a se desfazer de, entre outras coisas, sua joia. O lugar foi desapropriado anos depois e tornado parque público. Hoje, no palacete, funciona a Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage.

Há muito que ver em seus 52 ha de verde. Além do palacete, em estilo eclético, com sua piscina ao centro e vista espetacular do Cristo Redentor, podemos admirar o lago dos patos, o recanto dos namorados, jardins, árvores centenárias, um aquário em argamassa contendo, entre outros peixes, pequenos tubarões, uma gruta, gramados, caminhos em alamedas, muitos banquinhos, quiosque, estátua de Tom Jobim, lugares para pique-niques e uma trilha que leva até o monumento do Cristo. A trilha é de média a alta dificuldade. Leva-se cerca de 2 horas e meia para chegar aos trilhos, mais meia hora e chega-se ao destino. Ufa, ufa!

Hoje o parque é um dos quatro setores do Parque Nacional da Tijuca. Não está tão cuidado como o vizinho Jardim Botânico, longe disso, mas é flagrante as melhorias feitas nele, principalmente por conta da EAV. Em 2002 foi reformado e reinaugurado pela Fundação Parques e Jardins, mas precisa de mais manutenção, principalmente quanto à retirada de folhas e galhos. Nada demais, só um pouquinho de boa vontade de quem administra já ajuda bastante.

Fica no 414 da Rua Jardim Botânico. Tem estacionamento gratuito e seu funcionamento é das 7h às 17h. Não deixe de visitá-lo, pois é gratuito, arquitetonicamente lindo, excelente para fotografar, namorar, descansar, caminhar, explorar, fofocar, enfim, aproveitar o tempo com quem se quer bem. Inté.

domingo, 13 de setembro de 2009

Jardim Botânico






Dos antigos Jardim de Aclimação e Horto Real, passando por uma fábrica de pólvora, eis que surge o nosso querido Jardim Botânico do Rio de Janeiro! Situado ao lado do Morro do Corcovado (Rua Jardim Botânico, 1008, no bairro de mesmo nome), em uma área de remanescentes da Mata Atlântica, com 137 ha de área total e 54 ha cultivados, é um parque facílimo de chegar.

Fundado a 13 de junho de 1808 como o Jardim de Aclimação de espécimes vegetais vindas das Ilhas Maurício, teve seu nome modificado para Real Horto a 11 de outubro. Tornou-se finalmente o Jardim Botânico em 1890. Conta atualmente com mais de 3,2 mil espécies e mais de 9.000 espécimes vegetais, originários de várias partes do mundo.

A parte visitável está criteriosa, até matematicamente, dividida em pequenos recantos, que trazem o mundo inteiro para a Cidade Maravilhosa. São aléias, lagos, jardins, estufas, chafariz (trazido da Lapa em 1905), museu, memorial entre outras maravilhas, que nos deixam de queixos caídos durante todo o passeio. Sem falar na sua fauna que vive e visita o lugar. São tucanos, papagaios, canários-da-terra, tico-ticos, jacus, tartarugas e outros bichos, que embelezam ainda mais esse oásis na Zona Sul. Há várias bicas oferecendo água, se não quiser pagar por ela nas duas lanchonetes (uma na entrada e outra no antigo paiol, atual parquinho). Há também um serviço de trenzinho elétrico (7 lugares) que faz a trilha histórica gratuitamente. Para andar nele, deve cadastrar-se no Centro de Visitantes. E aproveite para pegar os folhetos sobre o parque, incluindo o mapa, claro.

Possui estacionamentos para carros, motos e bicicletas. A entrada custa R$ 5,00, mas possui gratuidades para muitos casos. Faça uma pré-visita através do sítio www.jbrj.gov.br e se aqueça para a visita física. Se der aquela vontadezinha não se estresse, o parque possui 6 banheiros. Se o estacionamento estiver lotado, não se estresse, o Jockey Club (em frente) oferece esse serviço aos fins de semana. Se gostar de cavalinhos, melhor ainda, fique para os páreos do dia.

Quase ao lado, no número 414 da mesma rua, está o Parque Lage, ligado ao Parque Nacional da Tijuca. Excelente pedida para uma visitação. Mas isso já é uma outra história. Inté.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Argentinos, tirem o Maradona já. Para o bem do futebol!






Impensável há alguns anos, esta frase já faz parte da minha atual lista de desejos. Nuestros hermanitos, donos da escola futebolística que rivaliza com a nossa em arte, perigam ficar de fora da próxima Copa do Mundo. Por falta de bons jogadores? Não. Por falta de organização? Também não. Mas por falta de um técnico mais capacitado do que o deus argentino Diego Armando Maradona, dono de uma perna canhota extraordinária, mas que pensando fora das quatro linhas o time como um todo vira um ser simples e medíocre mortal! Para o bem do futebol, argentinos, Maradona não!!!
Por falar em Argentina e argentinos, devo dizer que a nossa rivalidade tem de ficar dentro das quatro linhas, porque aquela é uma terra espetacular, feita por gente espetacular! Só tem raiva de argentinos quem não os conhece. Povo educado (muuuuiiiitttooo mais do que nós), bem humorado, sarcástico, inteligente, que ama o Brasil e os brasileiros e que - pasmem - teme o nosso futebol. Só estando lá para sentir o respeito ao falarem de Brasil com os seus. Para quem duvidar, basta ir a Balneário Camboriú em janeiro. É uma verdadeira invasão portenha!!!
E por falar em Argentina e argentinos, não posso deixar minha querida Buenos Aires de fora! Andar por lá é experimentar momentos inspiradores. Primeiro por seu povo. Segundo por sua arquitetura. É como ouvir italianos falando espanhol em plena Paris! Italianos por sua ascendência. Espanhol por sua colonização. Paris porque foram os mesmos arquitetos responsáveis pela reconstrução da capital francesa que fizeram a Buenos Aires clássica! Um luxo, não? Sem falar em seus parques, sua música e sua dança...
Se tiver tempo (e um pouco de dinheiro) para viajar, sugiro que reveja seus conceitos, dê uma chance a Buenos Aires e deixe o seu coração dizer o que achou. Besitos e inté.