






Situado ao lado do Morro do Corcovado, o Parque Henrique Lage tem muita história para contar. Desde cerca de 1810, quando suas terras foram adquiridas por Rodrigo de Freitas (aquele da Lagoa, que dizem ter sido o primeiro autor do famoso golpe do baú em Pindorama, ao casar-se com uma velha herdeira milionária de, pasmem, 30 anos) e viraram o Engenho de Açúcar Del Rei, passando por sua remodelação à inglesa em 1840, teve enfim seu primeiro dono da família Lage (Antônio Martins) em 1859. Foi vendido em 1913 e recomprado por seu neto, Henrique, sete anos depois. A partir do ano da recompra, a propriedade sofreu outra remolelação, agora à italiana, por influência de sua esposa, Gabriela Bezanzoni, cantora lírica do país da bota. Por dívidas com o Banco do Brasil nos anos 60, Henrique foi obrigado a se desfazer de, entre outras coisas, sua joia. O lugar foi desapropriado anos depois e tornado parque público. Hoje, no palacete, funciona a Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage.
Há muito que ver em seus 52 ha de verde. Além do palacete, em estilo eclético, com sua piscina ao centro e vista espetacular do Cristo Redentor, podemos admirar o lago dos patos, o recanto dos namorados, jardins, árvores centenárias, um aquário em argamassa contendo, entre outros peixes, pequenos tubarões, uma gruta, gramados, caminhos em alamedas, muitos banquinhos, quiosque, estátua de Tom Jobim, lugares para pique-niques e uma trilha que leva até o monumento do Cristo. A trilha é de média a alta dificuldade. Leva-se cerca de 2 horas e meia para chegar aos trilhos, mais meia hora e chega-se ao destino. Ufa, ufa!
Hoje o parque é um dos quatro setores do Parque Nacional da Tijuca. Não está tão cuidado como o vizinho Jardim Botânico, longe disso, mas é flagrante as melhorias feitas nele, principalmente por conta da EAV. Em 2002 foi reformado e reinaugurado pela Fundação Parques e Jardins, mas precisa de mais manutenção, principalmente quanto à retirada de folhas e galhos. Nada demais, só um pouquinho de boa vontade de quem administra já ajuda bastante.
Fica no 414 da Rua Jardim Botânico. Tem estacionamento gratuito e seu funcionamento é das 7h às 17h. Não deixe de visitá-lo, pois é gratuito, arquitetonicamente lindo, excelente para fotografar, namorar, descansar, caminhar, explorar, fofocar, enfim, aproveitar o tempo com quem se quer bem. Inté.
Um comentário:
Você escreve muito bem sobre os lugares. Leitura útil.
As imagens estão ótimas. Parabéns.
Beijos
Postar um comentário